sexta-feira, 25 de julho de 2014

UNIMONTES SEDIA EM AGOSTO: IV CONGRESSO EM DESENVOLVIMENTO SOCIAL



Pensar “mobilidades” na contemporaneidade implica tentar compreender conceitos complexos. Todos os tipos de mobilidade são determinados por fatores diversos, não havendo apenas um elemento responsável por cada processo; portanto, para compreender as mobilidades é imprescindível dispor de uma análise conjuntural. No mundo globalizado, num momento em que as disparidades sociais se acentuam, desenvolvem-se diferentes formas de mobilidade, seja de indivíduos como de capitais, de informações e outras.

No caso da mobilidade de indivíduos, a análise pode corresponder à tentativa de captar a posição de uma pessoa dentro de uma estrutura social como, também, a trajetória social dela a partir de diferentes gerações. Ou, ainda, a mobilidade pode ser vista sob a perspectiva da migração (inter)nacional e como produto e produtora de um estágio de desenvolvimento. Pode-se considerar que o fato de a pessoa trasladar-se de um espaço social para outro pode ser movido pelos processos de reprodução e acumulação capitalista, por decisões individuais ou por medidas de governo, por exemplo. Na perspectiva de mobilidade dos indivíduos, ademais, não se pode deixar de focalizar a mobilidade intra-urbana, ou a imobilidade, como por exemplo, mediante o simples fato de conduzir um carro, de valer-se do transporte público ou de caminhar pela cidade.

Em se tratando da mobilidade de capitais, a partir de 1990 se identifica um crescimento do montante de capital movimentado para investimento entre diferentes países, quer sejam localizados a sul ou ao norte. Nesse contexto, é possível constatar defesas em torno da liberdade do movimento internacional consagrando-se, então, mercados mais abertos e competitivos. Contrariamente, diante da assimetria econômica existente entre países, identifica-se o argumento da necessidade de controle por parte dos governos nacionais, mediante taxação de impostos, por exemplo.
Em um cenário cada vez mais competitivo, os avanços tecnológicos têm permitido uma transmissão e circulação de informações em “tempo real”, aproximando os espaços sociais e constituindo-se em globalização do local e localização do global. Nesse sentido, configuram-se, virtual e concretamente, relações de “espaço-zero” e de “tempo-zero”. Ademais, a mobilidade de informações tem que ser analisada como resultado de uma geração e difusão tecnológica decorrente de um estágio do capitalismo que busca internacionalmente uma articulação produtiva global.
Em síntese, as mobilidades devem ser tratadas como fenômenos multifacetados, com diferenciadas dimensões nos níveis espacial, econômico, social, político e cultural. São fenômenos amplos e, por isso mesmo, possibilitam tanto análises focadas em movimentos específicos, como aquelas que tentam apreender o significado de processos de mudança social, que geram novas formas de organização social.
Partindo dessa visão, a realização deste evento constitui um momento impar, ao propiciar reflexões e debates que possibilitem correlacionar o desenvolvimento e as diferentes formas de mobilidade.
 Fonte: Portal UNIMONTES

PARCERIA ENTRE A UFV, INMETRO E ANVISA AVALIA QUALIDADE DE PRODUTO NO BRASIL



Técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estiveram em Viçosa, nesta quinta-feira (17), para acompanhar uma pesquisa que está sendo realizada pelo Laboratório Interfaces do Departamento de Economia Doméstica. A equipe liderada pela professora Amélia Carla Sobrinho Bifano (quarta na foto, da esq. para a dir.) está investigando como os diabéticos brasileiros utilizam o glicosímetro, um aparelho que mede os índices de glicose no sangue. Os resultados da pesquisa deverão orientar a fiscalização desse equipamento no Brasil.
O Laboratório Interfaces vem realizando pesquisas para o Inmetro há mais de dez anos. A equipe de pesquisadores já investigou como as pessoas usam fogões, máquinas de lavar roupas, celulares e até blisters de margarinas, manteigas e geleias usados em hotéis. A coordenadora da pesquisa explica que nem sempre os fabricantes conseguem se comunicar com os consumidores da maneira correta. Isso pode acontecer, por exemplo, em um painel de máquina de lavar ou de micro-ondas, na tela de um celular ou, até mesmo, em um manual de instruções. “Chamamos isso de usabilidade das interfaces. O aparelho pode ter muitas funções, mas elas precisam ser compreendidas pelo usuário, não apenas para otimizar o uso de todos os recursos que o aparelho oferece, mas, também, para a utilização segura e eficiente”. Amélia Carla explica ainda que usar um equipamento de forma incorreta pode causar acidentes e gerar uma má interpretação da eficiência do produto. É o que pode ocorrer com os medidores de glicose. As informações de uso precisam ser claras para todo tipo de usuário, independentemente do grau de escolaridade.

A professora explica também que o Inmetro está indo além das funções de conferir pesos e medidas, como é tradicionalmente conhecido. “Eles querem avaliar também a qualidade do uso e das informações disponíveis de cada produto para proteção do consumidor”. No caso da pesquisa com o glicosímetro, a parceria com o Departamento de Economia Doméstica envolve também a Anvisa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O Laboratório Interfaces é pioneiro neste tipo de pesquisa. A metodologia para avaliação de utilização dos produtos também foi desenvolvida pela professora Amélia Carla e vem sendo aperfeiçoada pela sua equipe. O método de avaliação global de produtos inicia pela exploração das funcionalidades e do funcionamento do produto, passa pelo atendimento aos requisitos das normas nacionais e internacionais de usabilidade e oferecimentos de informações de uso ao consumidor, e, posteriormente, por meio de ensaios, testes de usabilidade das interfaces dos produtos com consumidores e produção de relatórios que podem ser avaliados pelas empresas para melhorar a comunicação entre produto e consumidor.

Se houver problemas mais sérios, instituições públicas como Inmetro e Anvisa, por exemplo, podem interferir punindo ou criando novas regulamentações. “A metodologia é inovadora e tem se mostrado muito eficiente. Acho que estamos contribuindo para os avanços na defesa do consumidor”, conclui Amélia Carla.
 
(Léa Medeiros – Fotos: Daniel Sotto Maior)

CAMPANHA PEDE FIM DE VIOLÊNCIAS DE GÊNERO E ENGAJAMENTO DA SOCIEDADE

Lançada nesta sexta-feira (25/7), a campanha: Todas as vozes contra as violências de gênero. A iniciativa pede o fim do machismo, do racismo, da homofobia, da lesbofobia e da transfobia na cidade e no campo. O ato acontece durante o Festival Latinidades, em Brasília. A ação é organizada por várias entidades e movimentos sociais brasileiros e tem por objetivo denunciar e fortalecer as lutas que combatem essas opressões.

Na opinião da secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Aparecida Gonçalves, ações como estas são importantes espaços de conscientização da população sobre as diversas formas de violências de gênero. “Para alertar sobre os tipos de agressões que as mulheres vivem pelo fato de serem mulheres ou por causa de sua sexualidade”, pontuou. “A campanha ainda divulga o Ligue 180, ferramenta de denúncias desse tipo de violência”, completou.

“É uma excelente iniciativa de organizações de movimentos sociais de negras, lésbicas, bissexuais e de mulheres campesinas que soma às ações de governo no enfrentamento à violência e à desigualdade de gênero. É fundamental combater o preconceito e a discriminação a que estão submetidas as mulheres, especialmente as mulheres negras” , declarou a coordenadora-geral de Diversidade da SPM, Lurdinha Rodrigues. “Esta é uma boa forma de celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-americana e caribenha”, finalizou, referindo-se ao dia 25 de julho.

Segundo as organizações que promovem a campanha, ela irá gerar ações de comunicação, prevenção e disponibilizar informações sobre as diversas formas da violência de gênero no Brasil. O ambiente de ação serão as redes sociais, onde ocorrerão discussões em que há intersecção entre as desigualdades de raça/cor/etnia, território, identidade de gênero e orientação sexual, idade e classe social que afetam o acesso pleno aos direitos humanos.

Fonte: Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Governo Federal

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

II CONINTER


Informações: http://www.2coninter.com.br/ii-coninter

Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios Atuais dos Feminismos

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios Atuais dos Feminismos se realizará em Florianópolis, Santa Catarina, entre 16 a 20 de setembro de 2013 e será promovido pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas, pelo Centro de Comunicação e Expressão, bem como por outros Centros da UFSC, em parceria com o Centro de Ciências Humanas e da Educação da UDESC.
Fazendo Gênero 10 visa favorecer a articulação dos estudos de gênero com abordagens que envolvem outras categorias de análise como classe, raça, etnia e gerações; criar espaços de troca de experiências e diálogo entre investigadoras/es acadêmicas/os e aquelas/es ligadas/os a outras entidades e aos movimentos sociais; incentivar a participação de estudantes de graduação e de pós-graduação nas discussões travadas no campo dos estudos feministas e de gênero, possibilitando uma formação mais qualificada na área, e produzir conhecimentos que possam resultar em material bibliográfico a ser publicado em livros e periódicos sobre o tema.
A concepção geral do evento considera que, apesar dos avanços obtidos por meio das inúmeras lutas travadas pelas mulheres, muitos obstáculos persistem, alguns se re-configuraram, outros emergiram,  exigindo por isso mesmo o debate em torno dos Desafios Atuais dos Feminismos, os quais incluem, entre outros, a baixa participação das mulheres nas instâncias de poder político; as desigualdades de gênero no âmbito do trabalho e da distribuição de renda; as dificuldades enfrentadas no âmbito das lutas pelo direito ao aborto; as violências domésticas e institucionais de gênero; a grave situação das mulheres, principalmente de baixa renda, nos contextos pós-coloniais e transmodernos; as iniquidades em saúde; as contramarchas nas lutas pelos direitos LGBT e contra os efeitos de subordinação das interseções de gênero, classe, gerações, raça/etnia e deficiência; as assimetrias de gênero no âmbito da participação das mulheres na produção do conhecimento científico; a inserção significativa das mulheres nas mobilidades contemporâneas, etc.




Parceria com prefeituras levará água a 41 mil famílias do Semiárido

Oito estados nordestinos e parte de Minas Gerais serão beneficiados com a construção de sistemas simplificados de abastecimento de água em 336 municípios atingidos pela seca. Governo federal investirá R$ 135 milhões na ação
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Ubirajara Machado/MDS
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41 mil famílias do Semiárido vão ter acesso à água
Brasília, 10 – A presidenta Dilma Rousseff assinou nesta terça-feira (10) os termos de compromisso entre o governo federal e municípios do Semiárido para implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água que beneficiarão 41 mil famílias de comunidade rurais de baixa renda atingidas pela seca em nove estados do Semiárido. A iniciativa faz parte do Plano Brasil Sem Miséria e visa universalizar o acesso à água para populações mais pobres.

“Queremos uma garantia de água permanente, constante e sustentável. Mais uma vez, damos um passo para enfrentar essa questão de transformar a economia do Nordeste numa economia sustentável, capaz de conviver com a seca e garantir para essa região um processo de desenvolvimento contínuo”, destacou Dilma Rousseff.

Serão investidos R$ 135 milhões, por meio do Programa Água para Todos, em 336 municípios do Semiárido brasileiro, para implantação de 1.042 sistemas simplificados de abastecimento de água, como cisternas, kits de irrigação e pequenas barragens pluviais. Os estados beneficiados com os sistemas simplificados são Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, o programa Água para Todos vai investir R$ 5 bilhões para universalizar o acesso à água para populações residentes em comunidades rurais.

Segundo a presidenta, a parceria com governadores e prefeitos é imprescindível para os investimentos estruturais e para garantir a segurança hídrica no país. “Precisamos diversificar a segurança hídrica, não atacar com uma só arma, e usar todas as formas possíveis de armazenamento de água. Temos que usar a melhor forma de tecnologia disponível para armazenamento”, afirmou a presidenta.

A assinatura dos termos de compromisso foi feita na presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Tereza Campello. Ela destacou a importância dos programas sociais do governo para melhorar os níveis de renda e as condições de vida da população brasileira e, em especial, a da região Nordeste, que sofre com as consequências da estiagem.

“Conseguimos construir uma nova sistemática que permite que o Bolsa Família, daqui para frente, não aceite que nenhum brasileiro viva com um patamar de renda abaixo de R$ 70 por pessoa”, disse a ministra. “Graças a essa política, 22 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza; no Nordeste foram 14 milhões de brasileiros e, no Semiárido, 7,4 milhões de pessoas que saíram da extrema pobreza graças ao Bolsa Família”, lembrou Tereza Campello.

A ministra frisou que os programas de transferência de renda do governo investem por ano mais de R$ 11 bilhões para reduzir a pobreza no país e que os indicadores sociais no Nordeste melhoraram com o Bolsa-Família e com a políticas públicas de inclusão social. “Mas miséria não é só de renda. Estamos investindo em outra fase da miséria, que é a falta de água, e em especial a falta de água para beber. O Água para Todos tem o objetivo de universalizar o aceso à agua para beber e ampliar o acesso à água para produção no Nordeste brasileiro.” Criado em 2011, o programa já entregou mais de 370 mil cisternas no semiárido. A meta é entregar 750 mil até 2014.

Fonte: Ascom/MDS

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mulheres de Castelo participam de Curso de Produção Artesanal de Alimentos


Entre os dias 21 e 23 de fevereiro foi realizado o Curso de Produção Artesanal de Alimentos, na comunidade de Santa Isabel, em Castelo. Cerca de 20 mulheres participaram da atividade, que proporcionou o aprendizado de pães, biscoitos e produtos sem glúten. O curso foi realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Para a economista doméstica do Incaper, Cristiana Barbosa, o curso teve o objetivo de fortalecer a Associação de Moradores e Produtores de Santa Isabel para comercialização de produtos. “Além de agregar valor às matérias-primas para agroindústria, a organização das mulheres visa comercializar alimentos via políticas públicas”, afirmou Cristiana. Durante o curso, foram repassadas noções de higiene de alimentos e equipamentos, informações nutricionais e sobre processamento de alimentos.

Além do Incaper e do Senar, apoiaram a realização do evento o Sindicato Rural de Castelo, a Secretaria Municipal de Agricultura e a Associação de Moradores e Produtores de Santa Isabel.

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação – Incaper
Eduardo Brinco/Juliana Esteves/Luciana Silvestre
Texto: Luciana Silvestre

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

200 mil trabalhadores domésticos deixam o mercado em 10 anos, diz IBGE


Com as mulheres mais escolarizadas e a maior oferta de trabalho no setor de serviços, o número de pessoas ocupadas em trabalhos domésticos (atividade que concentra muito mais mulheres) caiu de 6,2 milhões em 2001 para 6 milhões em 2011. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (28).

A redução, diz o IBGE, foi mais forte entre as domésticas sem carteira assinada --de 13,2% das trabalhadores em geral em 2001 para 10,9% em 2011.

Segundo o IBGE, a menor oferta de empregadas domésticas fez aumentar a remuneração da categoria. Com o custo maior desse serviço e a dificuldade em contratar uma empregada, as mulheres passaram a dedicar mais horas de sua rotina diária a afazeres domésticos, de acordo com o instituto.

De 2006 para 2011, o tempo total dedicado pelas mulheres a afazeres domésticos subiu de 26,4 horas por semana para 27,7 horas --o número era, porém, maior em 2001 (30,9 horas). Em 2011, as mulheres gastavam 2,5 vezes mais tempo em tarefas do lar do que os homens (11,2 horas). Somada a jornada chamada produtiva ao tempo semanal gasto com o trabalho doméstico, as mulheres gastavam 6 horas a mais por semana do que os homens com os dois tipos de ocupação.

TRABALHO E FILHOS
Colocar os filhos na creche abre espaço para as mulheres se inserirem no mercado de trabalho. A taxa de ocupação (percentual de pessoas empregadas em relação ao total de pessoas com mais de 16 anos) das mulheres com filhos de 0 a 3 anos na escola era de 71,7% em 2011. Para as que tinham filhos nessa faixa etária não matriculados, o percentual recuava para 43,9%.

DESLOCAMENTO
Embora a maior parte dos trabalhadores gaste menos de 30 minutos para chegar ao trabalho (deslocamento considerado como rápido), cresceu o percentual de pessoas que demanda tempo superior a esse entra a casa e o emprego. De 2001 a 2011, o tempo maior do que meia hora subiu de 7% para 35,2% entre os homens e aumentou de 27,9% para 32,6% entre as mulheres. Ou seja, os homens levam mais tempo em seu trajeto ao trabalho.
O mesmo ocorre entre as pessoas de cor preta ou parda, cujo tempo superior a 30 minutos atingia a 36,6% dessa população --mais do que os 31,8% dos brancos.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PLANEJAMENTO FAMILIAR: EVITARIA A MORTE DE ATÉ 3 MILHÕES DE BEBÊS EM PAÍSES EMERGENTES


Os investimentos em planejamento familiar poderiam economizar mais de 11 bilhões de dólares por em ano na atenção à saúde materna e neonatal em países em desenvolvimento, estima um relatório divulgado hoje (14) Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).organização calcula que 222 milhões de mulheres em países em desenvolvimento têm necessidades não atendidas de planejamento familiar. Para atender a demanda atual dessas mulheres são necessários 4,1 bilhões de dólares por ano.
Os benefícios do planejamento não seriam apenas econômicos, já que ignorar essa prática propicia a pobreza, exclusão, problemas de saúde e desigualdade de gênero. O Relatório sobre a Situação da População Mundial 2012 estima que 3 milhões de bebês deixariam de morrer em seu primeiro ano de vida se mais 120 milhões de mulheres tiverem acesso ao planejamento familiar. Nos Estados Unidos, o relatório mostrou que a maternidade na adolescência reduz as chances de uma menina concluir o ensino médio em até 10%. A não atenção às necessidades de saúde sexual e reprodutiva de adolescentes e jovens no Malaui contribuiu para as altas taxas de gravidez indesejada e HIV.

Taxa de fecundidade no Brasil demonstra queda segundo relatório do UNFPA
O relatório menciona que a taxa de fecundidade no Brasil manteve uma tendência de queda, tendo atingido o valor de 1,8 filhos por mulher, em contraste com os 2,5 registrados em 1996. A maior redução da fecundidade ocorreu nas áreas rurais, de 3,4 para 2,0 e na região Norte, de 3,7 para 2,3 filhos por mulher. A escolaridade das mulheres continua sendo um diferencial importante: para aquelas sem instrução a taxa foi igual a 4, enquanto que ficou abaixo de 1,6 para mulheres com escolaridade mínima de 9 anos.
Todos os dados brasileiros são provenientes da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), de 2006, que traça um perfil da população feminina em idade fértil e das crianças menores de cinco anos no Brasil. A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Saúde e coordenada pela equipe da área de População e Sociedade do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
O estudo de 2006 também ressaltou que, do total de nascimentos ocorridos nos últimos cinco anos no Brasil, apenas 54% foram planejados para aquele momento. Entre os 46% restantes, 28% eram desejados para mais tarde e 18% não foram desejados.
Fonte: Onu Brasil

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

HOSPITAL AROLDO TOURINHO RECEBE PALESTRA SOBRE ECONOMIA DOMÉSTICA E SAÚDE FINANCEIRA


Em comemoração a semana de aniversário do Hospital Aroldo Tourinho (HAT), em Montes Claros-MG, uma série de palestras aos funcionários vem sendo desenvolvida, e no último dia 29, recebeu o Economista Doméstico e Mestrando em Desenvolvimento Social, Guélmer Júnior Almeida de Faria, para refletir sobre a “economia doméstica: como anda sua saúde financeira?”.

O palestrante começou abordando a importância que a economia familiar vem alcançando nos últimos tempos. Em grande parte devido ao descontrole financeiro e a falta de planejamento. Ele explicou que definir quais são as necessidades e planejar todos os gastos, considerando sempre a renda disponível, é uma forma de começar a economizar. Destacou também que a economia familiar é um tema atual por considerar que grande parte da população tem dívidas, “o aliciamento ao crédito é uma armadilha, o incentivo ao consumo é muito grande e vivemos numa sociedade consumista que vende o sonho da felicidade corporificada em bens e serviços”, diz Guelmer.

O Economista explicou que um bom orçamento doméstico envolve todos os membros da família, sendo necessária uma boa educação financeira, saber comprar, saber poupar, organizar as férias e consumir com responsabilidade. Ele completou dizendo que hoje em dia, vem crescendo entre os adolescentes as feiras de trocas (bazares on-line) o que possibilita conservar móveis, vestuário, acessórios. Indicando uma consciência ambiental e consciente.



Durante a palestra, Guélmer Faria elencou as características da sociedade de consumo, que contempla o novo, estimula a insaciabilidade, produz novidades cada vez mais rápidas e, como uma bola de neve, envolve o consumidor em um mundo onde produtos são “sonhos”, mas cada compra leva à desilusão e ao descarte, na medida em que logo um novo e melhor produto surge. O que agrava do ponto de vista da saúde, pois, muitas doenças estão relacionadas ao consumo, como a obesidade que nem sempre está sozinha, traz com ela, doenças como trombose, câncer de pâncreas, diabetes etc. Além das patologias psicológicas, como a depressão e a oneomania (descontrole dos impulsos).

A alternativa para não ter sua economia doméstica prejudicada, como demonstrou o Economista Doméstico, é saber fazer um bom orçamento doméstico. Para ele, as pessoas não tem o hábito de sentar e colocar num papel quais são suas despesas e sua renda disponível. Informou também que um orçamento doméstico tem que ser planejado, controlado e avaliado. Além de envolver todos os membros da família e determinar o poder de compra da família.

Um dos itens que mais pesa no orçamento doméstico é a alimentação. Para ele, pesquisas apontam que os brasileiros gastam mais dinheiro com a sua cesta de alimentos. Ele deu algumas dicas simples, mas que fazem toda a diferença se colocada em prática. Entre elas: elaborar lista de compras, não fazer compras com fome, comprar produtos da época, comprar alimentos de acordo com a quantidade que vai utilizar, não fazer compras no dia do pagamento (dá a sensação de estar com muito dinheiro) e aproveitar sobras limpas.

Ao final, Guélmer Faria, destacou os direitos do consumidor, elencando o trabalho dos Procons, da formação de um consumidor consciente, que planeje seus gastos, faça pesquisa de preços, exija qualidade e defenda seus direitos. E que uma boa saúde financeira passa pelo controle do seu orçamento doméstico que envolve planejamento, priorização e controle. O que o palestrante ressaltou é que não existe uma fórmula para um bom orçamento, ele deve se adequar aos objetivos e à renda de cada um.

Fonte: Edson Martins/ Assessor de Comunicação do HAT

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PALESTRA: ECONOMIA DOMÉSTICA: COMO ANDA SUA SAÚDE FINANCEIRA?

Em comemoração ao aniversário do Hospital Aroldo Tourinho em Montes Claros, será proferida uma palestra aos funcionários do hospital sobre Economia Doméstica, orçamento doméstico e planejamento financeiro.

Fonte: Guélmer Faria

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Municípios têm até o fim de outubro para garantir mais recursos para creches




Governo federal precisa saber número de crianças de até 4 anos que são beneficiárias do Bolsa Família e estão matriculadas em instituições públicas ou conveniadas para repassar recurso adicional do Fundeb, por meio do Brasil Carinhoso

Os municípios têm até 31 de outubro para informar ao governo federal o número de crianças beneficiárias do Bolsa Família, de 0 a 4 anos, matriculadas em creches públicas ou conveniadas. A medida garante recurso adicional de 50% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para beneficiar essas instituições por meio da ação Brasil Carinhoso.

O recurso extra é transferido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), dentro da estratégia de superação da extrema pobreza do Plano Brasil Sem Miséria, e visa garantir acesso e permanência das crianças no ensino.

De acordo com o secretário extraordinário para Superação da Extrema Pobreza do MDS, Tiago Falcão, a ação do Brasil Carinhoso voltada para as creches tem duas etapas. “Uma é o repasse antecipado dos recursos do Fundeb que a prefeitura recebe ao abrir novas turmas. A outra é o repasse adicional de 50% para todas as crianças do Bolsa Família que já estão sendo atendidas e as que forem incorporadas pelas creches nos próximos anos.”

Esse recurso adicional serve para ampliar o atendimento às crianças mais pobres, diz Tiago Falcão. Segundo ele, o MDS já repassou R$ 100 milhões adicionais ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela transferência aos municípios e ao Distrito Federal. 

O registro do número de crianças deve ser feito no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), do Ministério da Educação.

Articulação – O secretário informa que é importante a articulação entre as áreas de educação e assistência social no processo de identificação das crianças beneficiárias do Bolsa Família.

O Brasil Carinhoso, ação lançada em maio pelo governo federal, complementa a renda de famílias beneficiárias do Bolsa Família, garantindo R$ 70 mensais por pessoa para quem tem filhos de até 6 anos. Além disso, as crianças recebem cuidados adicionais de saúde com a suplementação de vitamina A, ferro e medicação contra a asma.

Fonte: Ascom/MDS

ONU Mulheres lança a publicação O Futuro que as Mulheres Querem


A ONU Mulheres acaba de lançar em versão digital a publicação “O Futuro que as Mulheres Querem”, em português. O arquivo está disponível para download neste link:http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00002242.pdf
Em breve a publicação tambem estará disponível para download através do celular.

“O Futuro que as Mulheres Querem” é a publicação da ONU Mulheres que abarca as questões de igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável e foi lançada, em inglês, durante a Rio+20. O texto compila uma serie de indicações e caminhos visando à inclusão social e política das mulheres e a harmonia necessária entre três pilares de sustentabilidade imprescindíveis para o desenvolvimento: econômico, social e ambiental.


Durante a Rio+20, a ONU Mulheres reuniu, pela primeira vez na história, presidentas e primeiras ministras para fazer um chamado a ações concretas para a integração plena das mulheres no desenvolvimento sustentável. O texto na íntegra do Chamado à Ação também está disponível na publicação.

As signatárias incluem: Exma. Sra. Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil; Exma. Sra. Laura Chinchilla Miranda, Presidenta da República da Costa Rica; Exma. Sra. Dalia Grybauskaitė, Presidenta da República da Lituânia; Exma. Sra. Portia Simpson Miller, Primeira-Ministra da Jamaica; Exma. Sra. Julia Gillard, MP, Primeira-Ministra da Comunidade da Austrália; Exma. Sra. Helle Thorning-Schmidt, Primeira-Ministra do Reino da Dinamarca; Exma. Sra. Jóhanna Sigurðardóttir, Primeira-Ministra da Islândia; H.E. Madame Eveline Widmer-Schlumpf, Presidenta da Suíça (representada pela Exma. Sra. Doris Leuthard, ex-Presidenta da Suíça); e Sra. Michelle Bachelet, Subsecretária Geral e Diretora Executiva da ONU Mulheres – a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.




Fonte: UNIFEM

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero


Iniciativa vai selecionar redações, artigos científicos e experiências inovadoras de escolas públicas e privadas voltadas à promoção da igualdade entre homens e mulheres. Inscrições poderão ser feitas pelo portalwww.igualdadedegenero.cnpq.br até 17 de setembro 
Apoiadora do programa Mulher e Ciência e do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, a apresentadora de TV Maria Paula está colaborando para a divulgação da oitava edição do concurso de redações, artigos científicos e experiências inovadoras de escolas públicas e privadas. Em vídeo que começou a ser veiculado na internet, nesta quinta-feira (16/08), a artista faz um panorama dos avanços conquistados pelas mulheres brasileiras e incentiva a participação de estudantes, escolas e pessoas interessadas em geral no 8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, cujo período de inscrição se encerrará em 17 de setembro.
Podem participar do concurso estudantes do ensino médio, graduação, mestrado e doutorado; graduadas e graduados; especialistas; mestras e mestres. As premiações destinadas a essas categorias são computadores e equipamentos de informática (para estudante de ensino médio), bolsas de iniciação científica (para ensino médio e superior), bolsa de mestrado e doutorado, além de valor em dinheiro para as três modalidades de participação do ensino superior: estudante de graduação; graduada e graduado, especialista e estudante de mestrado; mestra e mestre; e estudante de doutorado. Ao todo, as três categorias irão receber R$ 46 mil.
Também podem participar escolas públicas e privadas de ensino médio, que realizem projetos e ações pedagógicas para a promoção da igualdade entre homens e mulheres, nas suas interseções com o enfrentamento à discriminação racial, étnica e de orientação sexual. Será premiada uma escola por unidade da federação, que receberá a quantia de R$ 10 mil. Professoras e professores orientadores e as escolas que tiverem estudantes premiados receberão assinatura anual da Revista de Estudos Feministas e do Cadernos Pagu. Não serão aceitos planos de trabalho, projetos de pesquisa e trabalhos incompletos, com resultados parciais.
Somente para a categoria "Estudante do Ensino Médio" as inscrições devem ser efetuadas preferencialmente por meio eletrônico no endereçowww.igualdadedegenero.cnpq.br, mas também podem ser feitas por meio do envio de correspondência para:
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM/PR - 8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
Via N1 Leste, s/nº, Pavilhão das Metas - Praça dos Três Poderes
Zona Cívico-Administrativa - Brasília - DF
CEP 70.150-908
Incentivo na área de educação - O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é uma realização da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), do Ministério da Educação (MEC) e da ONU Mulheres - Entidade das Nações Unidas para o Empoderamento das Mulheres e a Igualdade de Gênero. A iniciativa faz parte do Programa Mulher e Ciência, da SPM.
O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero tem como objetivo estimular a produção científica e a reflexão crítica acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres. Na sétima edição, foram recebidas 3.965 inscrições, sendo 203 da categoria Estudante de Graduação; 218 da categoria Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado; 122 da categoria Mestre e Estudante de Doutorado; 3.376 da categoria Estudante do Ensino Médio, e 46 da categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero. Ao longo das sete edições, o concurso teve a participação de 20 mil pessoas.
8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
Inscrições: até 17 de setembro de 2012
Mais informaçõeswww.igualdadedegenero.cnpq.br
Fonte: Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
 

"As mulheres aspiram ao ouro, mas a igualdade de gênero continua a ser um desafio", diz Michelle Bachelet, Diretora-executiva da ONU Mulheres


Chamados de Os Jogos das Mulheres, as Olimpíadas de Londres estabeleceram um novo recorde de participação, realizações e representação universal das mulheres. Nesta edição dos Jogos, 45 por cento dos 10.500 participantes eram mulheres, enquanto em Pequim foram 42 por cento e apenas 25 por cento em Barcelona, em 1992, onde havia 34 equipes sem nenhuma integrante do sexo feminino.

Pela primeira vez, as mulheres competiram em todas as disciplinas e os 204 países participantes contaram com atletas mulheres em suas equipes, incluindo, pela primeira vez, Arábia Saudita, Catar e Brunei. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse que este "foi um grande impulso para a igualdade de gênero”. E certamente foi.

No entanto, enquanto em Londres se bateram recordes por e para as mulheres, o recorde da desigualdade de gênero se mantém, e requer medidas urgentes para acabar com práticas discriminatórias. Este não é apenas um assunto que diz respeito às mulheres, mas trata de valores humanos básicos e do espírito e dos ideais dos Jogos Olímpicos. O compromisso do Comitê Olímpico e a garantia dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero durante os Jogos de Londres são um impulso para mais progressos nos próximos Jogos em 2016.

A estréia do boxe feminino na Olimpíada trouxe à tona alguns dos desafios que as mulheres ainda enfrentam em relação à forma de se vestir, à percepção e aos estereótipos de gênero. Apesar de provarem que eram capazes de boxear, houve uma tentativa inicial de forçar as atletas a usarem saias para ajudar os telespectadores a identificá-las e diferenciá-las dos homens. A disputa das saias causou indignacão em todo o mundo. A Associação Mundial de Boxe decidiu permitir que as mulheres escolhessem suas vestimentas, colocando assim um ponto final na polêmica.

Outro revés que sofreu a igualdade de gênero nos Jogos foi a discriminação no transporte aéreo. Li na imprensa que o Japão mandou sua equipe masculina de futebol na primeira classe, enquanto a feminina – que chegou à final, ficando com a prata – viajou em classe turista. A imprensa também mencionou que as equipes masculinas de basquete e futebol da Austrália viajaram na primeira classe, enquanto as femininas viajaram em classe econômica, embora as mulheres tenham conquistado mais medalhas do que os homens. Japão e Austrália estão agora revendo suas políticas relacionadas com a viagem de seus atletas.

Para além de estereótipos e da discriminação de gênero, outra questão que os meios de comunicação destacaram foi um caso de abuso e exploração sexual. A atleta de judô dos EUA Kayla Harrison é agora uma fonte de inspiração, não só por sua excelência olímpica, mas também por ter superado o abuso sexual que sofreu nas mãos de seu primeiro treinador, quando tinha 13 anos.

Kayla sofreu em silêncio por três longos anos, porque o treinador lhe disse que deviam manter sua relação em segredo para que não houvesse problemas. Lutando contra a depressão e até mesmo contra pensamentos suicidas, a atleta chegou a um ponto em que não pode mais aguentar. Ela contou o problema a uma amiga, que contou à mãe, que chamou a polícia. Daniel Doyle admitiu sua culpa e foi sentenciado a dez anos de prisão. Kayla se preparou com um novo treinador e ganhou a medalha de ouro.

O poder que o esporte tem em contribuir para o empoderamento de mulheres e meninas é inegável. A participação esportiva permite que elas treinem para se superarem, aumentando suas capacidades e autoconfiança, numa influência benéfica que pode acompanhá-las por toda a vida. No entanto, a desigualdade persiste e priva as mulheres de atingir seu pleno potencial.

Um estudo realizado na Grã-Bretanha constatou que apenas 0,5 por cento de todo o patrocínio comercial esportivo vai para esportes femininos, enquanto 61 por cento vai para o masculino, embora as mulheres estejam conquistando cada vez mais torcedores e parcelas maiores de público. O mesmo estudo destaca que os esportes femininos recebem apenas 5 por cento de cobertura midiática e que 43 por cento das adolescentes diz não ter modelos femininos de conduta.

O sexismo nos esportes também se reflete na diferença salarial, na cobertura da mídia – que se concentra mais na aparência do que no desempenho, na falta de acesso equitativo a instalações e equipamentos esportivos, no tempo de treinamento e disponibilidade de treinadores, nas competições, no financiamento, e na escassa representação e liderança feminina nas instituições esportivas.

As ativistas pediram ao Comitê Olímpico Internacional que cumpra a meta estabelecida em 1996, de que as mulheres ocupem 20 por cento dos postos nos conselhos diretivos dos 204 comitês olímpicos nacionais e das 35 federações esportivas filiadas. Atualmente, apenas 10 por cento desses cargos são ocupados por mulheres. Esperamos que mais mulheres ocupem postos diretivos lado a lado com os homens em um futuro próximo, atingindo e até ultrapassando a meta estabelecida de 20 por cento.

A excelente cobertura feita por alguns jornalistas sobre estas questões, assim como o desempenho e a determinação das mulheres atletas presentes em Londres, aumentou a conscientização e as esperanças em todo o mundo. A primeira mulher saudita em participar das Olimpíadas, a competidora de judô Wodjan Ali Seraj Shahrkhani Abdulrahim, declarou: "Não tenho dúvidas de que a minha participação nestes Jogos pode aumentar a participação das mulheres em todos os esportes." Eu gostaria de acrescentar que a participação dela, apesar de não ter resultado em uma medalha olímpica, foi uma vitória para a Arábia Saudita.

Durante as Olimpíadas de Londres as mulheres quebraram muitas barreiras. Agora elas precisam e merecem que lhes seja outorgada a igualdade de condições. Como afirmou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura dos Jogos, o jogo limpo e a digidade para todos são ideais compartilhados pelo Comitê Olímpico Internacional e pelas Nações Unidas. Para fazer com esses ideiais avancem, a ONU Mulheres está unindo forças com o COI para promover a igualdade de género e o empoderamento das mulheres no mundo dos esportes e das sociedades em todo o mundo.
Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atual Diretora-executiva da ONU Mulheres

Fonte: UNIFEM

terça-feira, 10 de julho de 2012

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA DOMÉSTICA-PPGED-UFV

MESTRADO ACADÊMICO

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: ECONOMIA FAMILIAR
EDITAL DE SELEÇÃO 2013

1 - INSCRIÇÕES

No período de 06 de agosto a 14 de setembro de 2012, o Programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica estará recebendo as inscrições dos candidatos ao Mestrado Acadêmico para ingresso em 2013. O candidato ao Mestrado deverá possuir diploma de graduação em Economia Doméstica ou ser oriundo das áreas de Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas. Poderão ser admitidos candidatos de outras áreas, cuja proposta de pesquisa apresente um tema constitutivo da área de concentração.
As inscrições deverão ser feitas na Secretaria do Programa ou encaminhadas, pelo correio, ao seguinte endereço: Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Economia Doméstica, Secretaria do Programa de Pós-Graduação, Av. Peter Henry Rolfs, s/n, Campus Universitário, Viçosa, MG. CEP: 36570-000.

2 - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À INSCRIÇÃO

1. Formulário próprio de inscrição (duas vias).
Nesse formulário, especificamente no Plano de Trabalho, o candidato deverá indicar a linha de pesquisa, o tema da proposta de pesquisa e o possível orientador, definido a partir daqueles relacionados no item 5, página 4 deste edital.
2. Cópia autenticada do diploma ou declaração de conclusão do curso de graduação.
3. Cópia autenticada do Histórico Escolar do curso de graduação, explicitando o sistema de avaliação.
4. Currículo Padronizado do PPGED (em uma via com comprovante) referente ao período 2008-2012.
5. Uma foto 3 x 4.
6. Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento.
7. Cópia da Carteira de Identidade.
8. Cópia do CPF.
9. Cópia do Título de Eleitor.
10. Cópia do Documento do Serviço Militar.
11. Três cartas de referência.
12. Boleto de Pagamento de Taxa de Inscrição / Devolução.de Bolsa. Disponível em http://www.ppg.ufv.br/gru2/

Site: http://www.ppged.ufv.br/html/modules/xt_conteudo/index.php?id=8

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A FOME E OS VALORES UNIVERSAIS


Comer é a mais básica das necessidades humanas.

Não por acaso o primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é acabar com a fome e a miséria.

Precisamos acreditar que todos podem fazer algo transformador, duradouro e sustentável para ajudar a diminuir a pobreza e a fome.

Milhões de pessoas no Brasil e no mundo convivem com a fome e estão em situação de insegurança alimentar. A insegurança alimentar é caracterizada quando não há garantia de acesso à alimentação em quantidade, qualidade e regularidade suficiente. A gravidade do problema se expressa tanto pelo grande número de pessoas que convivem com a fome quanto pelo número ainda maior de pessoas que não sabem se terão dinheiro para repor a comida que têm, seja pelo desemprego e/ou pelos altos preços dos alimentos.

Quase metade da população da Terra vive em cinco países: China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Brasil, totalizando 3,293 bilhões de habitantes. Desses, quatro estão em pleno crescimento econômico, aumentando o consumo de tudo, de comida a automóveis.

Segundo o estudo, assinado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), pelo Fida (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) e pelo PMA (Programa Mundial de Alimentos), mesmo se atingirmos as metas do milênio até 2015, 600 milhões de pessoas ainda sofrerão por causa da fome.
O foco do estudo das três agências da ONU em 2011 é a volatilidade e o aumento dos preços dos alimentos, apontados como grandes responsáveis pela insegurança alimentar em nível mundial e motivo de grande preocupação para a comunidade internacional. "A demanda dos consumidores das economias que crescem em ritmo acelerado vai aumentar, a população continuará a crescer e um maior uso dos biocombustíveis irá aumentar ainda mais a pressão sobre o sistema alimentar.''

Nesse cenário, os governos e a sociedade devem garantir um ambiente regulatório transparente e confiável que promova a produção, a distribuição de alimentos em países de dimensões continentais, bem como o consumo consciente, reduzindo o desperdício de comida por meio de políticas adequadas e educação.

Os programas sociais e de transferência de renda não são suficientes e não geram desenvolvimento sustentável. Trata-se de instrumento paliativos, muito bem vindos é claro, mas também serve a interesses diversos, permitindo que a sociedade se torne reféns de seus regimes políticos.

A fome é o retrato mais triste da nossa incapacidade de reagir em um mundo tão desigual, onde gastamos mais recursos do que podemos repor. Somente através da educação podemos dar a todos a chance de desenvolver a capacidade de reação e transformação desse cenário ultrajante.

Construir um mundo melhor é a meta, com cada um executando a sua parte, através de valores universais, que devem ser postos em prática por todos e em qualquer lugar do mundo.

Precisamos abraçar novas causas, iniciar novos projetos destinados à educação, ao meio ambiente e à comunidade. E conduzir nossas atividades em direção a um futuro melhor, com mais generosidade e justiça.

ZUNARA CARVALHO, 48 anos, é pós-graduada em Gestão Socioambiental Internacional e sócia da Ernst & Young Terco.
Fonte : Folha de São Paulo 31/05/2012

Estudo mostra que desperdícios somam R$ 83 bilhões por ano


O desperdício de recursos naturais atinge números preocupantes no Brasil - anfitrião em junho da Rio+20, o encontro da Organização das Nações Unidas que discutirá os limites do consumo e os rumos da economia verde.

Um cálculo aproximado, baseado em dados setoriais e de organismos internacionais, indica que o país perde comercialmente ao ano pelo menos R$ 83 bilhões em alimentos, energia, água, madeira e resíduos que vão para o lixo e que poderiam ser reciclados, implicando impactos ambientais e emissões de gases do efeito estufa menores.
O valor, que não considera produtos químicos, minerais e outros insumos básicos atrelados à exploração desses recursos, supera os R$ 70 bilhões de gastos federais com educação previstos para 2012.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que o mundo desperdiça um terço dos alimentos produzidos para consumo humano, no total de 1,3 bilhão de toneladas por ano, desde o campo até as residências. Há diferenças conforme o grau de desenvolvimento: enquanto nos países ricos as perdas se concentram no consumo, nos mais pobres o problema está principalmente nas etapas de produção e armazenagem. Na África subsaariana a perda é de 120 quilos por habitante, enquanto na Europa e América do Norte o número se aproxima de 300 quilos. Na América Latina, onde se inclui o Brasil, são 220 quilos por habitante ao ano - e a tendência é subir, à medida do crescimento econômico e do maior acesso ao consumo.

No mundo mais de 30% dos peixes e frutos do mar são jogados fora, proporção que sobe para 50% na América do Norte. As regiões industrializadas desperdiçam até 65% do leite. Os cientistas do Swedish Institute for Food and Biotechnology, que assinam a pesquisa da FAO, advertem para os riscos de se dar prioridade ao aumento da produção e esquecer a redução do desperdício nas políticas de combate à fome. Eles recomendam investimento na eficiência da cadeia produtiva, uma vez que o planeta tem recursos limitados de solo, água, energia e fertilizantes, e busca soluções de custo-benefício para a segurança alimentar.

De acordo com o estudo da organização, na América Latina são perdidos 55% das frutas e hortaliças e 25% dos cereais. Aplicando-se o percentual à produção brasileira, chega-se a um prejuízo de R$ 27 bilhões apenas com arroz, feijão, milho, soja e trigo. Só em frutas são mais R$ 20 bilhões, sem falar o quanto se perde de carne bovina e frango, cuja produção de 2012 somará 25,3 milhões de toneladas.

"A armazenagem inadequada danifica 10% dos grãos em geral", afirma o pesquisador Irineu Lorini, da Embrapa-Soja, em Londrina (PR). A defasagem entre produção e estrutura de armazenagem é de 25%, o que "pode gerar ataque por pragas, problemas de qualidade e barreiras comerciais para o país".

"Faltam dados confiáveis para o tema", lamenta Anita Gutierrez, do Ceagesp, em São Paulo. Diariamente 100 toneladas de alimentos sem condições para consumo (1% do total) vão para o lixo. O desafio maior está no campo, onde "é necessária infraestrutura industrial para aproveitamento de perdas e modernização da logística até o consumo", adverte Guitierrez.
Para a engenheira agrônoma, o desperdício nas gôndolas de supermercados atinge níveis inaceitáveis, em torno de 7%, o que é repassado para os preços.

No campo da energia, os números permanecem altos, apesar de iniciativas oficiais como o selo Procel, a partir do qual eletrodomésticos passaram a consumir menos eletricidade. No caso dos refrigeradores, em dez anos a redução representou uma economia de R$ 6 bilhões nas contas de energia. "Mas o país joga fora R$ 7 bilhões ao ano devido a furtos (gatos) na rede elétrica e perdas técnicas na distribuição, somando uma energia superior à geração prevista para as duas usinas em construção no rio Madeira", afirma Edvaldo Santana, diretor da Aneel. Para ele, a estratégia deve ser reduzir o furto.

Além das perdas na distribuição, o uso energético ineficiente nos setores produtivos gera prejuízo adicional de R$ 12 bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia. Em 2011, o governo federal lançou um programa para diminuir o consumo em 10% até 2030.

A meta, considerada pouco ambiciosa pelo mercado, depende de incentivos financeiros e outras medidas que ainda não saíram do papel. Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que em 2010 o setor previa investimentos de R$ 161 milhões em eficiência energética para atingir uma economia anual de 626 GWh.

"É importante maior integração dos diferentes segmentos industriais para se otimizar o uso de recursos, pois o que sobra como resíduo de um lado pode ser matéria prima de outro", sugere Carlos Rossin, diretor da PwC Brasil, empresa que publicou mundialmente um relatório indicando os riscos da escassez para os negócios.

"Vivemos como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", adverte Jim Leape, diretor do WWF, responsável pelo estudo "Planeta Vivo 2012".

O problema reflete-se no aumento do lixo urbano, que no Brasil emite o equivalente a 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, de acordo com o Centro de Tecnologia de Embalagem, em Campinas. Além das emissões, o Brasil tem prejuízo de R$ 8 bilhões ao ano por enterrar ou despejar em lixões resíduos - embalagens, plásticos, metais - que podem ser reciclados e voltar à produção industrial. "Investimentos em coleta de materiais recicláveis se pagam sob o ponto de vista ambiental, social e econômico", conclui Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na floresta, preocupa o desperdício de madeira, extraída através de métodos predatórios que impedem a recuperação das áreas. "No corte das árvores as perdas chegam a 25% do volume total explorado", informa Marco Lentini, do Instituto Floresta Tropical. Com base em dados do mercado madeireiro, publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), estima-se um desperdício de 2 milhões de metros cúbicos na floresta, significando algo em torno de R$ 680 milhões que deixam de ser faturados ao ano na cadeia de agregação de valor.

Há perdas também nas serrarias e laminadoras. Recente estudo da Universidade de São Paulo no Pará revela que o rendimento no beneficiamento de madeira é de no máximo 39% - ou seja, mais de dois terços viram lixo devido a máquinas obsoletas e ataque de insetos. Sem aproveitamento, grande parte do insumo se decompõe ou é queimado, emitindo carbono.

Fonte: Folha de São Paulo 04/06/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Dia 27 de Abril de 2012 - Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas
A contribuição do trabalho doméstico é imprescindível para a reprodução do modelo capitalista, ele se insere no trabalho reprodutivo, ao qual sem ele, não haveria meios para sua existência.