segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estudo mostra que desperdícios somam R$ 83 bilhões por ano


O desperdício de recursos naturais atinge números preocupantes no Brasil - anfitrião em junho da Rio+20, o encontro da Organização das Nações Unidas que discutirá os limites do consumo e os rumos da economia verde.

Um cálculo aproximado, baseado em dados setoriais e de organismos internacionais, indica que o país perde comercialmente ao ano pelo menos R$ 83 bilhões em alimentos, energia, água, madeira e resíduos que vão para o lixo e que poderiam ser reciclados, implicando impactos ambientais e emissões de gases do efeito estufa menores.
O valor, que não considera produtos químicos, minerais e outros insumos básicos atrelados à exploração desses recursos, supera os R$ 70 bilhões de gastos federais com educação previstos para 2012.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que o mundo desperdiça um terço dos alimentos produzidos para consumo humano, no total de 1,3 bilhão de toneladas por ano, desde o campo até as residências. Há diferenças conforme o grau de desenvolvimento: enquanto nos países ricos as perdas se concentram no consumo, nos mais pobres o problema está principalmente nas etapas de produção e armazenagem. Na África subsaariana a perda é de 120 quilos por habitante, enquanto na Europa e América do Norte o número se aproxima de 300 quilos. Na América Latina, onde se inclui o Brasil, são 220 quilos por habitante ao ano - e a tendência é subir, à medida do crescimento econômico e do maior acesso ao consumo.

No mundo mais de 30% dos peixes e frutos do mar são jogados fora, proporção que sobe para 50% na América do Norte. As regiões industrializadas desperdiçam até 65% do leite. Os cientistas do Swedish Institute for Food and Biotechnology, que assinam a pesquisa da FAO, advertem para os riscos de se dar prioridade ao aumento da produção e esquecer a redução do desperdício nas políticas de combate à fome. Eles recomendam investimento na eficiência da cadeia produtiva, uma vez que o planeta tem recursos limitados de solo, água, energia e fertilizantes, e busca soluções de custo-benefício para a segurança alimentar.

De acordo com o estudo da organização, na América Latina são perdidos 55% das frutas e hortaliças e 25% dos cereais. Aplicando-se o percentual à produção brasileira, chega-se a um prejuízo de R$ 27 bilhões apenas com arroz, feijão, milho, soja e trigo. Só em frutas são mais R$ 20 bilhões, sem falar o quanto se perde de carne bovina e frango, cuja produção de 2012 somará 25,3 milhões de toneladas.

"A armazenagem inadequada danifica 10% dos grãos em geral", afirma o pesquisador Irineu Lorini, da Embrapa-Soja, em Londrina (PR). A defasagem entre produção e estrutura de armazenagem é de 25%, o que "pode gerar ataque por pragas, problemas de qualidade e barreiras comerciais para o país".

"Faltam dados confiáveis para o tema", lamenta Anita Gutierrez, do Ceagesp, em São Paulo. Diariamente 100 toneladas de alimentos sem condições para consumo (1% do total) vão para o lixo. O desafio maior está no campo, onde "é necessária infraestrutura industrial para aproveitamento de perdas e modernização da logística até o consumo", adverte Guitierrez.
Para a engenheira agrônoma, o desperdício nas gôndolas de supermercados atinge níveis inaceitáveis, em torno de 7%, o que é repassado para os preços.

No campo da energia, os números permanecem altos, apesar de iniciativas oficiais como o selo Procel, a partir do qual eletrodomésticos passaram a consumir menos eletricidade. No caso dos refrigeradores, em dez anos a redução representou uma economia de R$ 6 bilhões nas contas de energia. "Mas o país joga fora R$ 7 bilhões ao ano devido a furtos (gatos) na rede elétrica e perdas técnicas na distribuição, somando uma energia superior à geração prevista para as duas usinas em construção no rio Madeira", afirma Edvaldo Santana, diretor da Aneel. Para ele, a estratégia deve ser reduzir o furto.

Além das perdas na distribuição, o uso energético ineficiente nos setores produtivos gera prejuízo adicional de R$ 12 bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia. Em 2011, o governo federal lançou um programa para diminuir o consumo em 10% até 2030.

A meta, considerada pouco ambiciosa pelo mercado, depende de incentivos financeiros e outras medidas que ainda não saíram do papel. Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que em 2010 o setor previa investimentos de R$ 161 milhões em eficiência energética para atingir uma economia anual de 626 GWh.

"É importante maior integração dos diferentes segmentos industriais para se otimizar o uso de recursos, pois o que sobra como resíduo de um lado pode ser matéria prima de outro", sugere Carlos Rossin, diretor da PwC Brasil, empresa que publicou mundialmente um relatório indicando os riscos da escassez para os negócios.

"Vivemos como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", adverte Jim Leape, diretor do WWF, responsável pelo estudo "Planeta Vivo 2012".

O problema reflete-se no aumento do lixo urbano, que no Brasil emite o equivalente a 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, de acordo com o Centro de Tecnologia de Embalagem, em Campinas. Além das emissões, o Brasil tem prejuízo de R$ 8 bilhões ao ano por enterrar ou despejar em lixões resíduos - embalagens, plásticos, metais - que podem ser reciclados e voltar à produção industrial. "Investimentos em coleta de materiais recicláveis se pagam sob o ponto de vista ambiental, social e econômico", conclui Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na floresta, preocupa o desperdício de madeira, extraída através de métodos predatórios que impedem a recuperação das áreas. "No corte das árvores as perdas chegam a 25% do volume total explorado", informa Marco Lentini, do Instituto Floresta Tropical. Com base em dados do mercado madeireiro, publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), estima-se um desperdício de 2 milhões de metros cúbicos na floresta, significando algo em torno de R$ 680 milhões que deixam de ser faturados ao ano na cadeia de agregação de valor.

Há perdas também nas serrarias e laminadoras. Recente estudo da Universidade de São Paulo no Pará revela que o rendimento no beneficiamento de madeira é de no máximo 39% - ou seja, mais de dois terços viram lixo devido a máquinas obsoletas e ataque de insetos. Sem aproveitamento, grande parte do insumo se decompõe ou é queimado, emitindo carbono.

Fonte: Folha de São Paulo 04/06/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Dia 27 de Abril de 2012 - Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas
A contribuição do trabalho doméstico é imprescindível para a reprodução do modelo capitalista, ele se insere no trabalho reprodutivo, ao qual sem ele, não haveria meios para sua existência.

Políticas públicas afirmativas são fundamentais para a redução da desigualdade racial, diz Sistema ONU


O Brasil, uma das principais economias do mundo e um dos países que melhor resistiu aos efeitos da crise internacional, nos últimos anos reduziu as taxas de analfabetismo, pobreza, desnutrição infantil e aumentou a quantidade de anos de estudos de sua população. No entanto, apesar desses avanços, o País ainda é marcado por fortes desigualdades de gênero, raça e etnia. De acordo com os dados do IBGE (2009), cerca de 70% da população considerada pobre é negra, enquanto entre os 10% mais ricos, apenas 24% são negros. Este quadro de desigualdade precisa ser revertido.
 
A comunidade internacional, com base em compromissos assumidos em grandes conferências mundiais realizadas desde meados do século passado, tem envidado esforços para tornar o mundo mais justo. O Brasil, membro das Nações Unidas desde sua criação, em 1945, é signatário de boa parte destes instrumentos, desde os mais gerais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, até os mais específicos, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD).

Tanto a CERD como a Declaração e o Plano de Ação de Durban (documentos resultantes da III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e formas de Intolerância Correlatas, de 2001) instam os Estados signatários a adotar medidas especiais para promover a equidade de raça e etnia, aclarando que a adoção de ações afirmativas seja necessária para contribuir com o exercício pleno dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em igualdade de condições.

Nesse aspecto, tais instrumentos internacionais também propõem a implementação de várias recomendações, dentre as quais está incluída a adoção de mecanismos institucionais para a promoção da igualdade racial nas diferentes esferas de gestão da administração pública, como tem feito a União e os Estados brasileiros.

O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece os esforços do Estado e da sociedade brasileiros no combate às desigualdades e na implementação de políticas afirmativas para a consecução da igualdade de fato, consolidando, assim, o alcance dos objetivos de desenvolvimento do País. O Sistema ONU no Brasil reafirma o seu apoio ao Estado brasileiro e à sociedade civil na aceleração do processo de desenvolvimento nacional por meio da efetivação dos compromissos internacionais assumidos pelo País. Em particular, a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos, cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências.

Fonte: ONU Mulheres

terça-feira, 20 de março de 2012

I Fórum Municipal sobre “Controle Populacional de Cães e Gatos”

Milhares de cães e gatos vivem em condições precárias em todo o mundo. Na maioria dos casos, os bichos são abandonados pelos próprios donos e vagam pelas ruas livremente colocando em risco a integridade física da população.

 Em Montes Claros a situação é semelhante a dos grandes centros. Mas uma medida que será apresentada por um especialista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no I Fórum Municipal sobre Controle Populacional de Cães e Gatos, no dia 30/03, a partir das 8h, no Auditório do Bloco C do ICA/UFMG, pretende ampliar o debate sobre a necessidade de implantação de um Centro de Triagem na cidade.

O estudo foi apresentado anteriormente pelo professor Délcio César Cordeiro Rocha numa das reuniões do Núcleo Interinstitucional de Estudos e Ações Ambientais do Norte de Minas (NIEA-NM). Na ocasião, o professor mostrou detalhes do projeto e sua viabilidade de implementação na cidade. Há previsão que outras cidades da região também sejam assistidas pela proposta.

Em tese, tal centro vai elaborar uma gestão específica para controlar a população de cães e gatos na cidade, que cresce de maneira assombrosa e desordenada a cada ano. O autor da proposta fez um levantamento minucioso em vários bairros da cidade. O resultado dessa pesquisa será apresentado no dia 30/3. Segundo ele, a iniciativa pretende não só inibir a insensibilidade dos donos, mas criar um Conselho Gestor Municipal de bem-estar animal.

"A partir desse primeiro encontro, pretendemos elaborar um documento com reivindicações e sugestões que serão encaminhadas, prioritariamente, à Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Verde Grande e Pardo, Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal. Convidamos todos para participarem desse debate, como representantes de universidades e faculdades, zootecnistas, veterinários, criadores, donos de animais e ONGs", destaca o professor.

SERVIÇO

Data: Sexta-feira 30/03/12  8h as 12h30

Local: Auditório do Bloco C do ICA/UFMGValor da inscrição: R$ 10,00

Contato para entrevista Professor Délcio César Cordeiro Rocha
(38) 8814-5516 | (38) 9112 -9211

                

sexta-feira, 2 de março de 2012

II Seminário caminhos e olhares da agroecologia nos sertões de Pernambuco

Acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril, organizado pelo o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Agroecológicas do Semiárido na Unidade Acadêmica de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (NEPPAS/UAST/UFRPE), o II Seminário caminhos e olhares da agroecologia nos sertões de Pernambuco.
O prazo para envio de trabalho e inscrição é até dia 15 de abril. Os interessados poderão procurar a UAST na Fazenda Saco (Serra Talhada, PE S/N - Caixa Postal 063, CEP 56900-000.
O seminário propõe aprofundar e dar continuidade às discussões em torno das temáticas da agricultura familiar e camponesa da região, conhecer as especificidades e transformações do sertão do Pajeú com o objetivo de aprofundar o debate acerca dos desafios e potencialidades da produção agroecológica, avaliar as políticas públicas para a agricultura familiar, bem como, discutir as formas de resistência e convívio com o bioma da caatinga no semiárido e as alternativas para a construção da autonomia camponesa.
Outras informações (87) 3831.1927 ou e-mail neppasuast@gmail.com

Fonte: UFRPE

Revista OIKOS agora é on line

A Revista Brasileira de Economia Doméstica: Oikos entra em nova fase, buscando dar maior visibilidade ao seu conteúdo.
Nesta nova etapa, que teve início em junho de 2011, está sendo adotado o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - SEER, distribuído pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT.

Além de possibilitar maior agilidade aos processos de submissão e publicação dos artigos, esta medida visa facilitar a inclusão da Revista nas bases internacionais de indexação de periódicos.

O endereço para acesso livre é: http://www.seer.ufv.br/seer/oikos/.
A implantação do sistema eletrônico é recente e, portanto, estamos em fase de ajustes e melhorias. Caso identifiquem alguma falha, por favor, nos avisem pelo e-mail: kdamiano@ufv.br ou evidigal@ufv.br
As editoras, professoras Karla Maria Damiano Teixeira e Elza Maria Vidigal Guimarães agradecem o apoio que têm recebido dos autores, corpo editorial, consultores "ad hoc" e leitores, que são imprescindíveis para o trabalho que realizam.

Fonte: DED/UFV

OPORTUNIDADE: Vaga para professor substituto do IF-ES, campus Itapina

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado, com vistas à contratação de Professor Substituto, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, Campus Itapina.
 EDITAL N° 01 DE 27 DE JANEIRO DE 2012.
Área: Agroindústria.
Titulação exigida: Licenciatura em Ciências Agrícolas; Licenciatura em Economia Doméstica; Graduação em Economia Doméstica; Graduação em Engenharia de Alimentos; Tecnólogo em Alimentos; Graduação em Agronomia, Graduação em Nutrição; Graduação em Medicina Veterinária.
INSCRIÇÕES: De 01/02/2012 a 02/03/2012.
Maiores informações pelo site:http://www.eafcol.gov.br/