sexta-feira, 25 de julho de 2014

CAMPANHA PEDE FIM DE VIOLÊNCIAS DE GÊNERO E ENGAJAMENTO DA SOCIEDADE

Lançada nesta sexta-feira (25/7), a campanha: Todas as vozes contra as violências de gênero. A iniciativa pede o fim do machismo, do racismo, da homofobia, da lesbofobia e da transfobia na cidade e no campo. O ato acontece durante o Festival Latinidades, em Brasília. A ação é organizada por várias entidades e movimentos sociais brasileiros e tem por objetivo denunciar e fortalecer as lutas que combatem essas opressões.

Na opinião da secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Aparecida Gonçalves, ações como estas são importantes espaços de conscientização da população sobre as diversas formas de violências de gênero. “Para alertar sobre os tipos de agressões que as mulheres vivem pelo fato de serem mulheres ou por causa de sua sexualidade”, pontuou. “A campanha ainda divulga o Ligue 180, ferramenta de denúncias desse tipo de violência”, completou.

“É uma excelente iniciativa de organizações de movimentos sociais de negras, lésbicas, bissexuais e de mulheres campesinas que soma às ações de governo no enfrentamento à violência e à desigualdade de gênero. É fundamental combater o preconceito e a discriminação a que estão submetidas as mulheres, especialmente as mulheres negras” , declarou a coordenadora-geral de Diversidade da SPM, Lurdinha Rodrigues. “Esta é uma boa forma de celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-americana e caribenha”, finalizou, referindo-se ao dia 25 de julho.

Segundo as organizações que promovem a campanha, ela irá gerar ações de comunicação, prevenção e disponibilizar informações sobre as diversas formas da violência de gênero no Brasil. O ambiente de ação serão as redes sociais, onde ocorrerão discussões em que há intersecção entre as desigualdades de raça/cor/etnia, território, identidade de gênero e orientação sexual, idade e classe social que afetam o acesso pleno aos direitos humanos.

Fonte: Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Governo Federal

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

II CONINTER


Informações: http://www.2coninter.com.br/ii-coninter

Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios Atuais dos Feminismos

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 - Desafios Atuais dos Feminismos se realizará em Florianópolis, Santa Catarina, entre 16 a 20 de setembro de 2013 e será promovido pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas, pelo Centro de Comunicação e Expressão, bem como por outros Centros da UFSC, em parceria com o Centro de Ciências Humanas e da Educação da UDESC.
O Fazendo Gênero 10 visa favorecer a articulação dos estudos de gênero com abordagens que envolvem outras categorias de análise como classe, raça, etnia e gerações; criar espaços de troca de experiências e diálogo entre investigadoras/es acadêmicas/os e aquelas/es ligadas/os a outras entidades e aos movimentos sociais; incentivar a participação de estudantes de graduação e de pós-graduação nas discussões travadas no campo dos estudos feministas e de gênero, possibilitando uma formação mais qualificada na área, e produzir conhecimentos que possam resultar em material bibliográfico a ser publicado em livros e periódicos sobre o tema.
A concepção geral do evento considera que, apesar dos avanços obtidos por meio das inúmeras lutas travadas pelas mulheres, muitos obstáculos persistem, alguns se re-configuraram, outros emergiram,  exigindo por isso mesmo o debate em torno dos Desafios Atuais dos Feminismos, os quais incluem, entre outros, a baixa participação das mulheres nas instâncias de poder político; as desigualdades de gênero no âmbito do trabalho e da distribuição de renda; as dificuldades enfrentadas no âmbito das lutas pelo direito ao aborto; as violências domésticas e institucionais de gênero; a grave situação das mulheres, principalmente de baixa renda, nos contextos pós-coloniais e transmodernos; as iniquidades em saúde; as contramarchas nas lutas pelos direitos LGBT e contra os efeitos de subordinação das interseções de gênero, classe, gerações, raça/etnia e deficiência; as assimetrias de gênero no âmbito da participação das mulheres na produção do conhecimento científico; a inserção significativa das mulheres nas mobilidades contemporâneas, etc.




Parceria com prefeituras levará água a 41 mil famílias do Semiárido

Oito estados nordestinos e parte de Minas Gerais serão beneficiados com a construção de sistemas simplificados de abastecimento de água em 336 municípios atingidos pela seca. Governo federal investirá R$ 135 milhões na ação
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Ubirajara Machado/MDS
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41 mil famílias do Semiárido vão ter acesso à água
Brasília, 10 – A presidenta Dilma Rousseff assinou nesta terça-feira (10) os termos de compromisso entre o governo federal e municípios do Semiárido para implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água que beneficiarão 41 mil famílias de comunidade rurais de baixa renda atingidas pela seca em nove estados do Semiárido. A iniciativa faz parte do Plano Brasil Sem Miséria e visa universalizar o acesso à água para populações mais pobres.

“Queremos uma garantia de água permanente, constante e sustentável. Mais uma vez, damos um passo para enfrentar essa questão de transformar a economia do Nordeste numa economia sustentável, capaz de conviver com a seca e garantir para essa região um processo de desenvolvimento contínuo”, destacou Dilma Rousseff.

Serão investidos R$ 135 milhões, por meio do Programa Água para Todos, em 336 municípios do Semiárido brasileiro, para implantação de 1.042 sistemas simplificados de abastecimento de água, como cisternas, kits de irrigação e pequenas barragens pluviais. Os estados beneficiados com os sistemas simplificados são Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, o programa Água para Todos vai investir R$ 5 bilhões para universalizar o acesso à água para populações residentes em comunidades rurais.

Segundo a presidenta, a parceria com governadores e prefeitos é imprescindível para os investimentos estruturais e para garantir a segurança hídrica no país. “Precisamos diversificar a segurança hídrica, não atacar com uma só arma, e usar todas as formas possíveis de armazenamento de água. Temos que usar a melhor forma de tecnologia disponível para armazenamento”, afirmou a presidenta.

A assinatura dos termos de compromisso foi feita na presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Tereza Campello. Ela destacou a importância dos programas sociais do governo para melhorar os níveis de renda e as condições de vida da população brasileira e, em especial, a da região Nordeste, que sofre com as consequências da estiagem.

“Conseguimos construir uma nova sistemática que permite que o Bolsa Família, daqui para frente, não aceite que nenhum brasileiro viva com um patamar de renda abaixo de R$ 70 por pessoa”, disse a ministra. “Graças a essa política, 22 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza; no Nordeste foram 14 milhões de brasileiros e, no Semiárido, 7,4 milhões de pessoas que saíram da extrema pobreza graças ao Bolsa Família”, lembrou Tereza Campello.

A ministra frisou que os programas de transferência de renda do governo investem por ano mais de R$ 11 bilhões para reduzir a pobreza no país e que os indicadores sociais no Nordeste melhoraram com o Bolsa-Família e com a políticas públicas de inclusão social. “Mas miséria não é só de renda. Estamos investindo em outra fase da miséria, que é a falta de água, e em especial a falta de água para beber. O Água para Todos tem o objetivo de universalizar o aceso à agua para beber e ampliar o acesso à água para produção no Nordeste brasileiro.” Criado em 2011, o programa já entregou mais de 370 mil cisternas no semiárido. A meta é entregar 750 mil até 2014.

Fonte: Ascom/MDS

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mulheres de Castelo participam de Curso de Produção Artesanal de Alimentos


Entre os dias 21 e 23 de fevereiro foi realizado o Curso de Produção Artesanal de Alimentos, na comunidade de Santa Isabel, em Castelo. Cerca de 20 mulheres participaram da atividade, que proporcionou o aprendizado de pães, biscoitos e produtos sem glúten. O curso foi realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Para a economista doméstica do Incaper, Cristiana Barbosa, o curso teve o objetivo de fortalecer a Associação de Moradores e Produtores de Santa Isabel para comercialização de produtos. “Além de agregar valor às matérias-primas para agroindústria, a organização das mulheres visa comercializar alimentos via políticas públicas”, afirmou Cristiana. Durante o curso, foram repassadas noções de higiene de alimentos e equipamentos, informações nutricionais e sobre processamento de alimentos.

Além do Incaper e do Senar, apoiaram a realização do evento o Sindicato Rural de Castelo, a Secretaria Municipal de Agricultura e a Associação de Moradores e Produtores de Santa Isabel.

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação – Incaper
Eduardo Brinco/Juliana Esteves/Luciana Silvestre
Texto: Luciana Silvestre

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

200 mil trabalhadores domésticos deixam o mercado em 10 anos, diz IBGE


Com as mulheres mais escolarizadas e a maior oferta de trabalho no setor de serviços, o número de pessoas ocupadas em trabalhos domésticos (atividade que concentra muito mais mulheres) caiu de 6,2 milhões em 2001 para 6 milhões em 2011. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (28).

A redução, diz o IBGE, foi mais forte entre as domésticas sem carteira assinada --de 13,2% das trabalhadores em geral em 2001 para 10,9% em 2011.

Segundo o IBGE, a menor oferta de empregadas domésticas fez aumentar a remuneração da categoria. Com o custo maior desse serviço e a dificuldade em contratar uma empregada, as mulheres passaram a dedicar mais horas de sua rotina diária a afazeres domésticos, de acordo com o instituto.

De 2006 para 2011, o tempo total dedicado pelas mulheres a afazeres domésticos subiu de 26,4 horas por semana para 27,7 horas --o número era, porém, maior em 2001 (30,9 horas). Em 2011, as mulheres gastavam 2,5 vezes mais tempo em tarefas do lar do que os homens (11,2 horas). Somada a jornada chamada produtiva ao tempo semanal gasto com o trabalho doméstico, as mulheres gastavam 6 horas a mais por semana do que os homens com os dois tipos de ocupação.

TRABALHO E FILHOS
Colocar os filhos na creche abre espaço para as mulheres se inserirem no mercado de trabalho. A taxa de ocupação (percentual de pessoas empregadas em relação ao total de pessoas com mais de 16 anos) das mulheres com filhos de 0 a 3 anos na escola era de 71,7% em 2011. Para as que tinham filhos nessa faixa etária não matriculados, o percentual recuava para 43,9%.

DESLOCAMENTO
Embora a maior parte dos trabalhadores gaste menos de 30 minutos para chegar ao trabalho (deslocamento considerado como rápido), cresceu o percentual de pessoas que demanda tempo superior a esse entra a casa e o emprego. De 2001 a 2011, o tempo maior do que meia hora subiu de 7% para 35,2% entre os homens e aumentou de 27,9% para 32,6% entre as mulheres. Ou seja, os homens levam mais tempo em seu trajeto ao trabalho.
O mesmo ocorre entre as pessoas de cor preta ou parda, cujo tempo superior a 30 minutos atingia a 36,6% dessa população --mais do que os 31,8% dos brancos.

Fonte: Folha.com