terça-feira, 3 de maio de 2011

DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL ATINGE MENOR NÍVEL HISTÓRICO


O Brasil atingiu em 2010 o menor nível de desigualdade desde os anos 1960, quando dos primeiros dados sobre o tema, segundo a pesquisa Desigualdade de Renda da Década, divulgada na manhã desta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo compara dados de pesquisas realizadas anualmente (PNAD) e mensalmente (PME) pelo IBGE, além de dados históricos.

De acordo com o professor da FGV, Marcelo Neri, a queda na desigualdade na década, que vai de 2000 até o final de 2010, foi extraordinariamente acentuada.

"Não é uma década espetacular em termos de crescimento da renda, mas se a gente olha para o elemento distributivo, há realmente uma grande surpresa", afirmou.

Os dados analisados pela FGV englobam resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada anualmente, e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), mensal, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estudos mostram que na década de 1990, o Brasil atingiu o maior nível de desigualdade, chegando a 0,609 pontos no índice Gini - que varia de zero a 1. Segundo a FGV, quanto mais próxima de 1, maior a desigualdade. O índice, no entanto, começou a cair mais acentuadamente na década de 2000, passando de 0,595 para 0,530 pontos, abaixo dos 0,536 registrados na década de 60.

Neri ressalta que a queda na desigualdade se deu principalmente pelo crescimento da renda dos mais pobres e não de um decréscimo na renda dos mais ricos. O estudo revela que a taxa acumulada de crescimento entre os 10% mais ricos do País foi de 10,03% na última década, positiva, mas não vertiginosa como a dos pobres.

No mesmo período, os 50% mais pobres tiveram um crescimento de 67,93% em sua renda. "É como se os mais ricos tivessem um crescimento normal, enquanto os a renda dos mais pobres cresceu na proporção da economia da China", analisa.

Segundo o pesquisador, a educação foi o fator que mais contribuiu para o aumento da renda entre os pobres (55%). Os programas sociais, como Bolsa Família, também contribuíram (15%). A pesquisa revela também que os setores considerados mais excluídos da população foram o que mais apresentaram aumento na renda.

"A população que se considera de cor negra teve maior crescimento na renda do que os brancos, as mulheres apresentaram maior crescimento que os homens e até mesmo os analfabetos apresentaram um crescimento acelerado", explica Marcelo.

A pesquisa mostra que os negros tiveram aumentos de 43%, enquanto o aumento dos brancos foi de 21%. O ganho das mulheres foi de 38%, enquanto os homens ganham 16% mais. Já os analfabetos obtiveram ganhos de 43%, ante 17% de aumento na renda dos universitários. Marcelo ressalta que apesar do crescimento mais acentuado, as estatísticas não se reverteram. Os que estudam mais continuam ganhando mais, assim como homens tem maior renda do que as mulheres e os brancos continuam apresentando ganhos maiores do que os negros.

Regiões

A tendência de aumento de renda para os excluídos se repete quando comparadas as regiões do País. A renda média no Maranhão, que era o Estado mais pobre da nação, aumentou em 46% de 2001 a 2009. Já o crescimento da renda em São Paulo, o Estado mais rico, foi de 7,2%. Da mesma forma, a região Nordeste inteira apresentou um crescimento de 42%, em comparação a 16% na região Sudeste.

Os moradores de favelas também passaram a ganhar mais, 42% de aumento na renda na última década, de acordo com a pesquisa. Os habitantes das zonas rurais a receber 49% a mais, enquanto os moradores das metrópoles tiveram 16% de aumento.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 27 de abril de 2011

XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA DOMÉSTICA

Já está no ar o site do XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA DOMÉSTICA.
Algumas informações ainda estão em desenvolvimento.


Fonte: Secretaria do XXI CBED

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONSUMO COLETIVO: A NOVA ONDA

Os sites de compras coletivas se configuram hoje em dia em uma nova modalidade de consumo, do qual vários consumidores organizados em grupos fazem compras a um custo que chega até 90% abaixo do valor normal. Buscando atender consumidores ávidos por descontos expressivos, o que se percebe é uma forte tendência dessa oferta de serviços ser ampliada entre nós.

Segundo o site de Bolsa de Ofertas, há mais de 1.000 no país. Já os sites agregados, ou seja, aqueles que unificam as ofertas das compras coletivas, cresceram de 7 para 18, de dezembro de 2010 até janeiro deste ano. E segundo especialistas este mercado foi o que mais cresceu no Brasil em comparação com outros países. No entanto, apesar do crescimento, existe uma forte tendência de se segmentar este nicho de mercado com foco em determinada áreas, como restaurantes, cinemas, viagens etc.

Á mesma medida de seu crescimento, o que se percebe também, são o problemas que vão surgindo cada vez que a adesão dos consumidores aumenta. Segundo o Código de Defesa do Consumidor a lei abrange tanto as compras individuais quanto as coletivas. Portanto, define-se como consumidor, o que compra o serviço para ele como destinatário final, independentemente de a compra ser individual ou coletiva.

E como todas as compras realizadas por internet, existem alguns cuidados que devem ser tomados:
  • Não compre em sites desconhecidos;
  • Verifique se os anunciantes são facilmente identificados e localziados;
  • Informações da empresa, sua lozalização, as formas de contato, etc.;
  • Leia todas as características da compra coletiva, das regras do jogo. As especificações da venda têm de estar bem claras no site;
  • Imprimir todas as folhas da compra e as regras, como garantia de ressarcimento se houver descumprimento;
  • Verificar o sistema de segurança utilizado pelo site.

Deste modo, segurança é primordial para que possa usufruir de mais uma comodidade do mundo moderno. E lembrar que este mercado ainda é novo sendo preciso que as empresas possam estar preparadas para atender a demanda. E esta prestação se serviço tem de estar clara, e os consumidores cada vez  mais buscar informação sobre o serviço ofertado. Assim, garantir que se tenha um serviço com segurança e qualidade.

Escrito Por: Guélmer Faria

Fonte Consultada: Terezinha Moreira, Revista Viver, Março 25- 2011, pág. 64-66.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

OPORTUNIDADE: VAGA PARA SUPERVISOR DE LAVANDERIA/ ROUPARIA

Fundação São Francisco Xavier


A Fundação São Francisco Xavier é uma empresa do grupo Usiminas, ligada a seus negócios sociais. Reconhecida pelo Conselho Nacional de Assistência Social do Ministério da Previdência e Assistência Social, a Fundação é uma Entidade Beneficente de Assistência Social. Comprometida com a busca permanente de excelência nos serviços que presta à comunidade do Vale do Aço e demais regiões do Brasil nas áreas de saúde, educação, segurança e medicina do trabalho a Fundação é uma Entidade Filantrópica de direito privado e administra o Hospital Márcio Cunha, o Centro de Odontologia Integrada, o Colégio São Francisco Xavier, SESMT Coletivo - Usiminas e Arcelor Mittal e a Operadora de Planos de Saúde – Usisaúde, que são referência em qualidade.


SUPERVISOR DE LAVANDERIA / ROUPARIA

Escolaridade:
* Superior Completo em Economia Doméstica, Hotelaria ou Administração.

Atividades:
* Supervisionar e coordenar os serviços nas áreas de lavanderia, rouparia e costura, orientando seus supervisionados sobre a forma correta de utilização dos equipamentos, material de consumo e técnicas de trabalho, a fim de manter o serviço dentro dos padrões e normas estabelecidas, bem como preservar os tecidos e melhorar a qualidade dos serviços executados.

Horário de trabalho:
Turno

Local de trabalho:
Hospital Márcio Cunha

Benefícios:
  • Assistência médica e odontológica;
  • Seguro de vida;
  • Vale transporte;
  • Refeição no local.

 Inscrição pelo site: www.fsfx.com.br no link "Trabalhe Conosco"

Fonte: https://www.vagas.com.br/PagVagaEmprDeLista.asp

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Entusiasmo marcou o primeiro módulo do curso de formação de trabalhadoras domésticas como promotoras legais populares

O curso foi ótimo, com o conteúdo excelente e claro. As mulheres saíram daqui felizes e com a auto estima bem elevada”. Contou com orgulho Maria Helena dos Santos, presidenta da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande, participante do curso “Corpo e Identidade, Direito e Igualdade no Trabalho Doméstico – Formação de trabalhadoras domésticas para o enfretamento ao sexismo e ao racismo”, realizado no último dia 27 de março. O primeiro módulo da formação foi aplicado simultaneamente em Recife/PE, Campina Grande e João Pessoa/PB.

O curso vai formar trabalhadoras domésticas desses dois estados como promotoras legais populares. Na pauta reflexões sobre as identidades de gênero e raça, a situação do trabalho doméstico no Brasil e o legado herdado do período escravista. Segundo a facilitadora da formação, Ana Paula Maravalho, em Recife, 30 mulheres participaram ativamente das discussões. “Conseguimos atingir o objetivo de formar um grupo de mulheres bem participativo que era um dos nossos desafios”, afirmou Ana Paula Maravalho.

De acordo com Ciani Neves, responsável pela realização do curso em João Pessoa, as 21 trabalhadoras aproveitaram as discussões teóricas para inserir suas contribuições a partir de situações do cotidiano. “A participação das mulheres foi muito interessante. Elas fizeram uma relação entre o racismo e a forma como a sociedade vê o trabalho doméstico”, avaliou Ciani Neves.

Glória Rejane Santos, presidenta do Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos da Grande João Pessoa, também considerou que a participação das mulheres foi o ponto alto do primeiro módulo da formação. “Algumas mulheres que estavam presentes nunca participaram de oportunidades como esta, então elas puderam conhecer mais. Houve uma boa participação e foi muito proveitoso”, declarou Glória Rejane Santos.

A atividade contou ainda com a exibição do documentário “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, produzido pela ONU Mulheres Brasil e Cone Sul em parceria com a TV Brasil Internacional. O vídeo é um registro sobre a realidade do trabalho doméstico no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai. Segundo Ciani Neves as reportagens possibilitaram que as trabalhadoras refletissem sobre os direitos que precisam ser conquistados. “Elas trouxeram o conteúdo do vídeo para a vida delas”, disse.

Ângela Nascimento, facilitadora do curso em Campina Grande/ PB, avaliou que a metodologia aplicada tornou possível um maior envolvimento das trabalhadoras e também perceber algumas necessidades. “De todo o grupo somente a presidenta do Sindicato de Trabalhadoras conhece sobre as discussões sobre trabalho doméstico no âmbito Conferência Internacional do Trabalho. Nesse sentido vamos inserir no conteúdo da formação o tema da Conferência para informar as trabalhadoras sobre o assunto”, disse Ângela Nascimento.

Para Shirlene Brito, integrante da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande, a formação está ajudando a conhecer mais sobre a realidade do trabalho doméstico no país. “Por mais que a gente trabalhe pelos nossos direitos, a gente ainda não sabe de tudo. Nós nos sentimos lisonjeadas com essa oportunidade”, contou Shirlene Brito.

O curso “Corpo e Identidade, Direito e Igualdade no Trabalho Doméstico – Formação de trabalhadoras domésticas para o enfretamento ao sexismo e ao racismo” faz parte da agenda de trabalho conjunta entre a ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e a SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres). A iniciativa é do Observatório Negro, em parceria com os sindicatos das trabalhadoras domésticas de Pernambuco e da Paraíba e tem financiamento da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza.
 
Fonte: UNIFEM/ONU

IDOSOS: Brasil está ficando velho antes de ficar rico, diz Banco Mundial

Relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado nesta quarta-feira mostra que o Brasil envelhece muito mais rápido do que os países desenvolvidos. De acordo com o levantamento, as nações ricas primeiro ficaram ricas; depois, velhas. O Brasil e outros emergentes estão ficando velhos antes de ficar ricos. Enquanto a França levou mais de um século para ter um aumento de 7% para 14% da população acima de 65 anos ou mais, o Brasil passará pelo mesmo processo em duas décadas, de 2011 a 2031.

O documento "Envelhecendo em um Brasil mais velho" alerta que a população idosa no Brasil, que hoje corresponde a 11% da população em idade ativa, em 2050, será de 49%. Em meados da década de 20, a população em idade de trabalhar vai começar a cair, e todo o crescimento populacional brasileiro se dará pelo aumento dos idosos.

Nos próximos 40 anos, a população brasileira como um todo vai crescer a uma média de apenas 0,3% ao ano, enquanto os idosos crescerão a uma taxa de 3,2% - 12 vezes mais. Assim, os idosos, que eram 4,9% da população em 1950 (e demoraram 60 anos para dobrar essa proporção e chegar a 10,2% em 2010), vão triplicar para 29,7% até 2050.

Isso é muito próximo dos 30% de idosos do Japão hoje (o país mais velho do mundo), e é mais do que todos os países europeus atualmente (a média deles é 24%). Em número absolutos, eram 2,6 milhões de idosos brasileiros em 1950, 19,6 milhões em 2010 e serão 64 milhões em 2050.

Impacto

Essas mudanças terão um enorme impacto em termos de crescimento econômico, saúde, educação e Previdência. Em termos de crescimento, vive-se o final do chamado bônus demográfico, que acaba em 2020. O bônus ocorre quando a população em idade de trabalhar cresce mais do que a população dependente (crianças e idosos). O bônus permite crescer mais e poupar mais. Do ponto de vista da Previdência, a situação é muito ruim. O estudo calcula que, se não fossem as reformas muito brandas da Previdência dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos previdenciários subiriam para inacreditáveis 37% do PIB. Com as reformas, vão subir para 22,4%, o que é um número muito acima do máximo que qualquer país do mundo hoje gasta com Previdência (os que mais gastam chegam no máximo perto de 15%).

O estudo afirma que "mesmo com os cenários mais otimistas, o crescimento dos gastos previdenciários vai dominar o panorama fiscal no Brasil". Comprova, também, que o Brasil se destaca como um país que gasta muito mais com velhos do que com crianças. Assim, o Brasil gasta o mesmo que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com aposentadoria, apesar de ter metade ou menos de população idosa.

Naturalmente, sobra menos dinheiro para educação das crianças. O gasto por criança no Brasil é 9,8% do salário médio nacional (tanto faz se a medida é mensal ou anual), enquanto na OCDE é de 15,5%. Por outro lado, o gasto previdenciário por pessoa aqui é 66,5% do salário médio, comparado com 30,4% na OCDE.

Saúde

Na área de saúde, também há grandes implicações do envelhecimento, já que os gastos vão disparar. A previsão é de que o número de pessoas que cuidam de velhos profissionalmente vai ter que dobrar até 2020, e quintuplicar até 2050.

O lado bom do envelhecimento é a educação. A taxa de natalidade cada vez mais baixa significa que cada vez entrarão menos alunos no sistema educacional, e será uma grande chance de o Brasil gastar mais por aluno, e dar um salto qualitativo na educação - desde que, obviamente, se estanque a tendência de repassar todo o dinheiro adicional na área social e educacional para os idosos.

Fonte: Portal iG

terça-feira, 5 de abril de 2011

OPORTUNIDADE: MG/BH-COOORDENAÇÃO DE HOTELARIA HOSPITALAR (ECONOMIA DOMÉSTICA)

COORDENAÇÃO DE HOTELARIA HOSPITALAR

Vaga de Emprego temporária para cobrir férias (45 dias)

Atividades: coordenar os trabalhos na área de serviços gerais e serviço de processmeto de roupas (lavanderia).

Pré requisitos: Curso superior Completo nas áreas de Economia Doméstica, Administração ou Gestão Hospitalar.,

Salário: a combinar

Benefícios: VT, alimentação e plano de saúde

Horário de Trabalho: Seg: 8h às 17h30. Terça a Sext: 8h às 16h30 e aos sábados: das 8h às 12h.

Local: Hospital Psiquiátrico no Bairro Salgado Filho BH

Interessados no perfil solicitado deverão enviar currículo para: rh@heal.org.br, especificando no campo “assunto” o nome da vaga: “COORDENADOR (A) DE HOTELARIA HOSPITALAR”.
Obs.: Só serão abertos currículos no formato word com o título da vaga no assunto.